Sem estoque, PS5 e Xbox Series X são vendidos por até R$ 10 mil no Brasil

Esgotamento é comum no mundo inteiro; saiba tudo sobre a falta de estoque dos consoles


Menos de um mês após seus lançamentos, os estoques do PlayStation 5 (PS5) e do Xbox Series X estão em falta em vários lugares do mundo – inclusive, no Brasil. Nas principais varejistas do mercado brasileiro, os consoles já se encontram indisponíveis. No Mercado Livre e até mesmo na Amazon, algumas poucas unidades são vendidas a valores muito altos, que chegam a R$ 10 mil (os preços usuais dos videogames topo de linha da Sony e Microsoft são, respectivamente, de R$ 4.699 e R$4.599). Agora, com as festas de final de ano batendo à porta, para adquirir uma plataforma de nova geração, jogadores passam por sufocos.


O fenômeno é global: o PS5 e o Xbox Series X estão em falta no mundo todo. Em entrevista recente ao Tass, veículo russo de notícias, o CEO da PlayStation, Jim Ryan, afirmou que "absolutamente tudo foi vendido". Já o CFO da Xbox, Tim Stuart, na Jefferies Interactive Entertainment Virtual Conference, evento promovido pelo banco de investimentos Jefferies Group LLC, relatou que os estoques dos videogames da Microsoft provavelmente continuarão escassos até pelo menos abril de 2021.


Apesar do esgotamento rápido, foram produzidas, em 2020, maiores quantidades dos consoles do que em 2013, ano do lançamento das plataformas da geração anterior, PlayStation 4 (PS4) e Xbox One. A demanda pelos videogames, no entanto, acompanhou suas produções: já na pré-venda, os estoques de PS5 e Xbox Series X foram esgotados, levando tanto a Sony, quanto a Microsoft, irem ao Twitter para agradecer aos usuários e anunciar que, em breve, haveria mais unidades disponíveis no mercado – sem dar alguma previsão para o reabastecimento.


O coronavírus tem culpa no cartório?

De acordo com Jim Ryan, da Sony, o processo de produção dos videogames foi, sim, afetado pela pandemia do coronavírus (Covid-19), com processos produtivos realizados remotamente e trabalhadores precisando conciliar trabalho com famílias em casa e medo do contágio. Contudo, ainda em entrevista à Tass, agência russa de notícias, o CEO da PlayStation disse acreditar que, se estivéssemos em circunstâncias normais, provavelmente não haveria tantas outras unidades assim do PS5 disponíveis ao mercado.


É sabido que, no caso do Xbox, a pandemia de Covid-19 atrapalhou consideravelmente o lançamento, forçando a empresa a adiar os jogos programados para a estreia do console de nova geração. Nas duas produtoras de videogames (e até mesmo em outras do mercado), o coronavírus teve impacto relevante nas cadeias produtivas, principalmente por conta das medidas de restrição e isolamento social.


A procura pelos novos videogames cresceu muito em 2020, apesar da crise econômica provocada pela pandemia. Tanto o PS5, quanto o Xbox Series X (e o Series S, também) tiveram suas maiores vendas iniciais da história, ultrapassando recordes antes batidos pelo PS4 e pelo Xbox One, que venderam, no ano de seu lançamento, 4.2 milhões e 3 milhões de consoles, respectivamente. Agora, somente as duas versões da nova plataforma da Microsoft venderam cerca de 1.4 milhões de unidades ao redor de todo o globo – e isso tudo em menos de um mês após sua estreia no mercado.


É possível, inclusive, que parte desse aumento na procura por videogames esteja ligado à própria pandemia de Covid-19, já que, durante esse período de isolamento social, o mercado de jogos cresceu bastante. Para se ter ideia da dimensão do impacto do coronavírus na indústria de games, vimos títulos como FIFA angariando cerca de 7 milhões de novos jogadores, além do FPS Call of Duty: Warzone, que chegou à casa de 75 milhões de usuários ativos, segundo foi reportado pela Bloomberg Intelligence.


Além disso, de acordo com um estudo realizado pela NPD Group, empresa que produz pesquisas de mercado, somente nos Estados Unidos, entre os meses de julho a setembro, a indústria de games chegou à fatura de US$ 11.2 bilhões (cerca de R$ 57 bilhões). Isso representou um aumento de 24% em relação ao mesmo período no ano passado.


Em vários outros lugares do mundo, as pré-vendas do PS5 e do Xbox Series X foram bagunçadas, com estoques esgotados muito antes do esperado. Além disso, por causa do Covid-19, os novos consoles praticamente não foram comercializados em lojas físicas. No Brasil, aliás, a Sony optou por vender seu videogame de nova geração somente pelo e-commerce, no intuito de evitar aglomerações, comuns aos dias de lançamentos de plataformas.


Apesar disso, segundo o portal especializado The Verge, pode ser que a escassez de estoques – que já ocorreu antes, em proporções menores, durante outros lançamentos – seja uma tática de mercado. De acordo com o site, quando as empresas afirmam que será difícil adquirir os consoles pelos próximos meses ou até mesmo anos, o interesse do público pelos produtos aumenta. No entanto, enquanto isso permanece uma teoria, fato é que simplesmente não há, no mercado, unidades suficientes dos novos videogames.



E o que dizem a Sony e a Microsoft?

Procurada, a Microsoft se limitou a enviar ao TechTudo uma versão traduzida do texto publicado pelo site oficial do Xbox no dia do lançamento do novo console, afirmando estar "trabalhando incansavelmente com nossos parceiros de varejo para reabastecer o mais rápido possível". Já a Sony, até o fechamento desta edição, não havia respondido à reportagem.


Teremos novas unidades a tempo para o Natal?

Não é possível, por enquanto, afirmar com certeza que teremos reabastecimento dos estoques a tempo para o Natal. Contudo, o contrário também não pode ser dito. A Sony e a Microsoft disseram estar trabalhando para garantir que todos os jogadores consigam adquirir consoles de nova geração, mas, até o momento, não há previsão de quando isso acontecerá.


fonte: TechTudo

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